POVO vs DEMOCRACIA
Estaremos perante o fim iminente da democracia?
Yascha Mounk, escritor, académico e conferencista, mundialmente conhecido pela sua investigação sobre a ascensão do populismo e a crise das democracias liberais, estará em Portugal no início da próxima semana por ocasião do lançamento do seu livro, «Povo vs Democracia», que será publicado pela LeYa/ Lua de Papel no dia 24 de Setembro.
Considerado um dos maiores especialistas mundiais na matéria, Yascha Mounk facultará uma série de entrevistas à comunicação social portuguesa e proferirá no dia 24 de setembro, pelas 18h30, na NOVA SBE (Campus de Carcavelos), uma palestra justamente sobre um dos combates do século: Povo vs. Democracia.
O livro «Povo vs. Democracia», considerado o melhor do ano por várias publicações (Financial Times, New York Times Book Review, Prospect Magazine) e a obra de referência nesta área, explica como a democracia está comprovadamente em perigo e como a podemos salvar. O autor aponta como denominador comum à erosão das democracias o crescente divórcio entre os direitos individuais e a vontade popular.
Veja aqui a pré-publicação do livro na revista Visão desta semana.
Sobre o livro
Vamos recuar os relógios até 1989. O Muro de Berlim acaba de cair, e com ele a ameaça comunista. Francis Fukuyama decreta “o fim da história”: já nada poderá deter as democracias liberais. Passou um quarto de século. Em vários pontos do globo, mesmo nas democracias mais funcionais, abrem‑se fissuras. Segundo Yascha Mounk, três transformações sísmicas explicam o fenómeno. Primeiro, a economia estagnou, e a perda do poder de compra acarretou uma maior desigualdade de rendimentos. Segundo, intensificaram-se os movimentos migratórios, agudizando o sentimento de revolta contra imigrantes. Terceiro, as redes sociais deram voz a uma série de partidos e líderes populistas que antes não tinham tempo de antena – e o que eles prometem, embora irrealizável, é o que as pessoas querem ouvir. É um cocktail explosivo. E os resultados estão à vista. O Brexit, ou as vitórias de Trump e de Bolsonaro são exemplos gritantes – porque mais próximos. Mas mesmo dentro da aparentemente inexpugnável fortaleza europeia abrem-se brechas – da escalada da extrema-direita na Hungria à subida ao poder de populistas nos países mediterrânicos. À nossa porta temos a Turquia, mais longe ainda a Venezuela de Chávez e Maduro ou a Índia de Modi....
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